quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Um brinde aos amores avessos...

Hoje eu quero brindar aos amores avessos, a toda sorte de esquisitices que as pessoas teimam em chamar de amor denegrindo assim seu real sentido e sua verdadeira função, não, eu não os condeno, melhor amar errado do que nunca amar de forma alguma, se isso não é politicamente correto, brindemos nós também aqui a tudo o que também não é politicamente correto.

Litros e litros de champanhe em taças gigantescas, apesar de que particularmente dispensaria taças e para fechar com chave de ouro brindaria bebendo no gargalo! Faria como os campeões de formula 1, algo extravagante a esse ponto, afinal, amor em pode ser considerado algo de certa forma extremamente extravagante!

A todos aqueles que não amam porém não vivem sem seus "objetos não amados" sejam eles humanos ou inanimados, não poderia me esquecer dos que não amam, não são amados mas vivem a procura disso como se fosse o oasis no meio de um Saara infinito, tartaruguinhas saindo da areia em busca do mar que nunca experimentaram porque sem ele certamente morrerão!

Agora, um brinde ao tudo mais que entra na roda do amor ou seria em seu redemoinho mas que não chega aos pés desse sentimento tão sublime, para esse brinde, champanhe é pouco, podem se servir de mais drinks...



Ciumes, possessão, dependência sentimental, medo, solidão, covardia, auto afirmação, ira, esquizofrenia, ódio, amargura, complexos, platonicidade se é que essa palavra efetivamente existe no dicionario, não retribuição de amor, enganação, compulsão, equivoco, sentimentos trocados e confundidos e tudo o mais que deve descer redondo com Muito Gelo e Dois Dedos D’água (salve Laura Cardoso) completados com whisky vagabundo, pra dor de cabeça e consequente arrependimento serem maiores no dia seguinte!

Salve a força dos que aprendem apanhando, dos infelizes acompanhados de seres ainda mais infelizes e acostumados a isso, os que sofrem sem porque real achando que há poesia nisso, a dor de cotovelo, a pouca vergonha, ao desenfreamento sexual, enfim, um brinde a tudo o que não presta e as pessoas teimam em chamar isso tudo de amor!

Perdoem me os que amam de verdade porque essa postagem no mínimo não lhes é condizente, mas "TudoSobreMeuAmor" tem que ter absolutamente tudo! No fim o que importa é que vença o verdadeiro, legitimo e insubstituível AMOR!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Música de Amor [Flor Da Idade] Chico Buarque




A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia
Pra ver Maria
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia
A porta dela não tem tramela
A janela é sem gelosia
Nem desconfia
Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor
Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família
A armadilha
A mesa posta de peixe, deixe um cheirinho da sua filha
Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha
Que maravilha
Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor
Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua
A gente sua
A roupa suja da cuja se lava no meio da rua
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo
Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava
a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha