quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Lições para se ter em mente!

Passei a usar essa regra em minha vida e por incrível que pareça é relativamente simples mas tem funcionado e muito bem no sentido de manter um padrão coerente e com bom nível nos relacionamentos que se tem sejam de amizade, amor ou qualquer outra coisa.

Pense na pessoa em si, imagine-se sem ela. (Isso se aplica aos relacionamentos amorosos, mas sabendo dosar se estende a outras coisas também.)

Se fizer falta. Mantenha-a junto de você.

Se fizer um pouco de falta. Repense sua relação com essa pessoa e reveja sua conduta.

Se não fizer falta alguma. Não perca seu tempo e acabe de vez com isso.

Determinada essa resposta, caso queira se aprofundar tente descobrir sozinho o porque faz muita, pouca ou não faz falta nenhuma. Isso te ajudará a pensar melhor no próximo.

Não tenha medo de se desfazer de quem não te fará falta e não encare isso como uma forma de egoismo negativo, essas coisas são como artigos velhos em um porão, deixar que vão embora areja incrivelmente o ambiente, guarda-los aos montes sem necessidade só junta pó.



Outra dica que tomei como regra para minhas diretrizes é igualmente simples mas precisa ser bem analisada para que não se transforme em lição de como tirar proveito próprio dos demais, busque nas pessoas fatores agregadores, não dissipadores... Tenha perto de si pessoas capazes de lhe acrescentar algo mais e tenha em mente as pessoas que não tem essa capacidade para que não se desgaste inutilmente com elas.
Não estou falando em ser aproveitador, não queira pra si esse desvio de caráter, me refiro aqueles que te acrescentam um sorriso a mais nos lábios, um conselho a mais, um ombro ou o que quer que seja mas de forma positiva, sabendo que tudo tem que ter um certo equilibrio e que não se nega ombro para quem te dá ombro, se é que me entendem.

Posto tudo isso só tenho a dizer que não se assustem se de repente constatarem que precisam sair mais para conhecer gente mais interessante e renovar suas amizades.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Elucidações



Atualmente passo por um momento religioso que implica numa série de mudanças de pensamento e comportamento, ironicamente posso dizer que o exorcismo pedido na postagem anterior que data de mais de um ano atrás foi de fato feito. Mas não foi ele quem me tirou daqui, para eu escrever neste blog é preciso um estado de espírito que não estava tendo. Neste intervalo entre aquela e está postagem tive um relacionamento de dez meses com um ser humano incrível na melhor e mais breve descrição fiel que poderia fazer dele. Uma relação adulta e bem conversada, estruturada em comum acordo e sem a maioria dos pequenos vícios que amargam com o tempo até o mais doce dos relacionamentos. Se as pessoas cuidassem das máculas de suas relações assim que aparecessem e não deixassem a cargo do Tempo muitos casais ainda estariam juntos e/ou ao menos bem mais felizes. Mas não há sentido em falar da força de uma lâmina se nunca a sentiu na própria carne e é esse o ponto onde quero chegar. Perdi um braço no uso desse instrumento e fui eu quem o arrancou sem arrependimento, um pouco de pesar é verdade mas consciente de que fiz a escolha certa.

Terminei esse meu relacionamento no momento em que constatei uma mancha que não poderia ser retirada a dois e não sou do tipo que empurra poeira para debaixo do tapete. Eu AMO ele e deixei bem claro isso no dia de nosso término mas prefiro findar no ponto em que ainda existe sentimento suficiente para uma boa amizade do que esperar até o esgotamento. Saber o momento de sair é tão necessário quanto ter em mente a hora certa de entrar. Dito isso é preciso que antes de voltar a esse ponto o "estado de espírito" que me fez voltar a postar seja revelado. Um antigo objeto de afeto aqui citado em conversas anteriores com quem ainda troco idéias pelos meios virtuais de costume fez insinuações equivocadas sobre minha conduta durante esse meu período enamorado e o fez por pura falta de conhecimento. Eu bem poderia ignorar o que foi dito, ignorar em ato extremo inclusive quem disse e tudo continuaria normalmente o curso a que se prestou seguir, mas não posso, não seria eu e esclarecer qualquer questão pendente que possa ferir a integridade e verdade de meu relacionamento ainda que acabado com esse humano incrível é minha obrigação, até por uma questão de justiça posto que seria assim com quem quer que fosse.

Nesses dez meses eu sempre joguei aberto com relação a sentimentos e ao que acontecia a minha volta, me desculpem os que conseguem mais não sei e nem gosto de mentir ainda mais quanto o assunto é coração. Levantou-se algumas questões sobre meu namorado, sobre sua forma de agir e pensar, durante algum tempo me coloquei em estado de observação para ver o que era coerente e sendo ou não o que poderia ser feito, aproveitei o tal momento religioso e constatei que a médio prazo não nos faríamos bem. É difícil dizer isso quando se ama a pessoa em questão mas não se pode fugir do que é verdade, tão pouco disfarça-la. O que ele e eu precisamos nesse momento são coisas opostas e de certa forma conflitantes. Não descarto possibilidade de futuramente algo se reverter mas pesei as coisas e optei consciente pelo que fiz. Em um período que antecede tudo isso o objeto de afeto citado reapareceu como se nada houvesse acontecido, o mesmo que me excluiu dos meios pelos quais hoje novamente conversamos normalmente chegou dizendo que não havia porque não me adicionar novamente, pensei em perguntar o motivo de eu ter sido excluído mas não tinha mais sentido e era meio óbvio.

Meu então namorado foi consultado sobre essa volta e mesmo sem achar necessário não foi contra a aceitação. Não gosto de deixar as coisas que faço com rebarbas ou pontas soltas, se voltamos a conversar algumas coisas precisavam ser ditas e foram assim feitas. A conversa não posso negar teve seus momentos altos e quentes mas nunca o fato de eu estar compromissado foi esquecido, coisa que da outra parte mesmo também comprometido eu não notava. Lembro me que por várias vezes eu é quem citei a presença do outro e quando então por fim solteiro uma última conversa ecoou em tom de revolta e certo despeito. PONTOS A SEREM LEVANTADOS. O que ele faz com o namorado dele não me diz respeito, se de fato o que diz só deixaria o tal doido mas depois de explicado tudo ficariam bem novamente entre eles eu duvido mas não vou discutir, não escondi nada de ninguém e tenho mente tranquila quanto a isso, fui íntegro em meu relacionamento, não gosto e não sou leviano, não estou acusando a outra parte envolvida de nada disso mas precisava desse banho na alma. Sem mágoas quero dizer que não preciso de amaciante de ego, detesto que as coisas sejam ditas apenas porque se acha que é isso que seu ouvinte quer escutar e agora por fim posso dizer que nesse assunto de fato eu agora sem farpas, de forma bem digerida e agora externada aqui para eventuais consultas, coloquei uma pedra nisso.

Não sei o que vem depois, não tenho ideia mesmo se de fato restará amizade mas isso é outra conversa...